Quando admiramos um cavalo em liberdade, correndo, saltando, esbanjando nobreza e elegância, nem sempre imaginamos a relação existente entre os movimentos por ele executados e o equilíbrio necessário para fazê-lo. Decerto cavalos são criados em função do trabalho que produzem, através do movimento. E não será possível realizar trabalho em movimento, se não houver equilíbrio. O mesmo cavalo que podemos imaginar agora, tão elegante em liberdade, poderá ser visto com a mesma desenvoltura montado por um cavaleiro, desde que lhe seja restituído o equilíbrio perdido. E digo perdido porque, no momento que montamos um cavalo, nosso peso nele aplicado promove uma sobrecarga naquele ponto, exigindo consideráveis mudanças de postura do animal. Um cavalo em atitude é aquele que tem restabelecido seu equilíbrio, quando promovidas estas mudanças. Todo corpo tem seu ponto de equilíbrio, variando conforme sua forma e sua massa, e podendo ser alterado de acordo com o movimento. Assim é com uma bola, com um carro, com uma pessoa ou um cavalo. É interessante como fica mais fácil carregarmos um peso que se projeta sobre nosso ponto de equilíbrio que quando o mesmo se encontra fora dele. Uma lavadeira, por exemplo, carrega sobre sua cabeça a trouxa de roupas;, outra pessoa carrega uma lata d’água, e o fazem com plena desenvoltura, sem perder a liberdade de movimentos. Se imaginarmos uma linha vertical que perfure o centro de nossa cabeça e percorra o eixo de nosso corpo, é exatamente nessa linha que se encontra nosso ponto de equilíbrio. Daí a facilidade maior encontrada por uma pessoa, ao carregar o peso por sobre sua cabeça, sobre seu ponto de equilíbrio. E com o cavalo não será diferente, se sobre seu ponto de equilíbrio também for projetado o peso por ele carregado. Se desejamos carregar um corpo em equilíbrio, sem que ele possa pender para qualquer lado, é preciso que saibamos onde se encontra seu ponto de equilíbrio, e sob o mesmo sustentar este corpo. Uma mesa retangular, regular em sua forma e com peso igualmente distribuído por suas partes, terá seu ponto de equilíbrio numa linha vertical que passe exatamente no centro de sua superfície. Comparando então um cavalo à mesa, seriam semelhantes se cortássemos o pescoço e a cabeça do cavalo. Sustentado pelo meio de sua barriga, iria manter-se sem pender para qualquer lado, para frente ou para trás. Mas não podemos deixar este cavalo por muito tempo sem sua cabeça e sem o pescoço, e ao recolocarmos, certamente que penderá para a frente, pelo peso destas partes. Um cavalo terá na verdade seu ponto de equilíbrio passando por uma linha vertical imaginária que atravesse seu corpo bem próximo do final de sua cernelha. E para facilitarmos seus movimentos, devemos, ao montar este cavalo, projetar nosso corpo o mais próximo possível desta linha, e numa postura bem vertical, fazendo coincidir nosso ponto de equilíbrio sobre a mesma linha na qual se encontra o ponto de equilíbrio do cavalo.Por suas formas irregulares, e por ter seu ponto de equilíbrio deslocado para a frente, o cavalo suporta cerca de 60 % de seu peso sobre seus membros anteriores. Comparando os cascos anteriores e posteriores de um cavalo, percebemos nítida diferença em sua forma, mais arredondada nos anteriores exatamente pelo maior peso que suportam. Quando montamos este cavalo, sobrecarregamos com nosso peso o seu trem anterior, rompendo também o seu equilíbrio. Neste momento são necessárias mudanças de postura para que se tenha recobrado o equilíbrio rompido. Quais são, veremos mais tarde. Antes mesmo destas mudanças, sabemos indispensável uma condição básica para um movimento pleno e de qualidade de um cavalo montado: o apoio. O apoio é a pressão exercida pelo cavalo à embocadura, estando as rédeas ajustadas pelo cavaleiro. Dentre outras razões, a sobrecarga no trem anterior exige do cavalo a busca do apoio. O movimento para a frente se dá pelo deslocamento também para a frente do ponto de equilíbrio. Um cavalo que já tem seus anteriores sobrecarregados não poderá se deslocar para frente com confiança e desenvoltura, a menos que encontre um ponto de apoio. Estando apoiado na embocadura o cavalo ganha confiança em projetar seu peso para a frente, partindo ao passo, em marcha, trote ou galope. As mudanças de postura devem se iniciar pela elevação da base do pescoço. Esta região se encontra na ligação do pescoço com o tronco. Inicia-se então uma transformação na disposição da coluna vertebral do cavalo, que passa a se curvar, tornando-se arqueada. A ação do cavaleiro para que o animal assuma esta postura leva também a uma outra mudança, o flexionamento da nuca. Esta alteração será mais eficiente a partir da descontração do maxilar. A curvatura da coluna se acentua, distanciando-se os processos espinhosos uns dos outros, adquirindo assim a coluna a possibilidade de se tornar mais flexível, em favor da comodidade e da continuidade e harmonia dos movimentos. O mesmo arqueamento favorece a descida da garupa, com conseqüente engajamento dos membros posteriores. Desta forma o cavalo se encontra em atitude. A elevação da base do pescoço, acentuando a convexidade da borda dorsal desta região, juntamente com o flexionamento da nuca, tornam o ponto de equilíbrio mais atrasado. A sobrecarga dos anteriores fica assim aliviada. O engajamento dos posteriores aumenta a condição de equilíbrio, como se estes assumissem a responsabilidade de suportar o peso, dividindo-a com os anteriores. Desta forma o cavalo recupera a possibilidade de executar as figuras que executava em liberdade, com total equilíbrio, desenvoltura, elegância e nobreza, e pode fazê-lo agora, sob o peso e o comando do cavaleiro. A mudança mais eficiente terá sido, com certeza, a da postura do pescoço, associada ao flexionamento da nuca. Por sua conformação e posição, o pescoço pode mobilizar sensivelmente o ponto de equilíbrio do cavalo. Quando se estende, se retrai ou move-se lateralmente, o pescoço altera respectivamente paras a frente, para trás ou para o lado o ponto de equilíbrio. Por esta razão é chamado de leme do cavalo. Outra referência importante ligada agora ao movimento, tornando-o mais ou menos equilibrado, refere-se ao diagrama de apoios no andamento. Quando o tempo de apoio sobre os bípedes laterais é muito longo, há necessidade do cavalo deslocar seu ponto de equilíbrio lateralmente, durante o movimento. Permanecendo muito tempo em apoio lateral o cavalo estará vulnerável durante este período, sem nenhum apoio no lado oposto. Além do risco de queda, ocorre com freqüência a desorganização, a quebra do ritmo, pela interrupção repetida do projeto de avanço dos membros – ao invés de avançar, o cavalo precisa usar os membros para apoiar-se, suportando o ponto de equilíbrio deslocado lateralmente. Esta situação esta mais ligada ao movimento natural do cavalo que mesmo por alterações quando do peso do cavaleiro sobre seu tronco. Marcha e passo lateralizados geram estas alterações, sendo portanto desequilibrados. Quando montamos a cavalo, nem sempre percebemos as alterações impostas ao ponto de equilíbrio do animal. Sendo assim, não percebemos também a importância de restabelecer este equilíbrio. E certamente desconhecemos as várias possibilidades de fazê-lo. A equitação com suas técnicas, ainda desacreditada por alguns, nos permite usar o cavalo de forma racional, desenvolvendo suas possibilidades e preservando sua integridade, sua vida útil, além de criar condições seguras para sua utilização.Cavalo, movimento e equilíbrio se misturam: cavalo sem movimento é como pedra; movimento sem equilíbrio, queda; e cavalo sem equilíbrio. . .
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10 de novembro de 2009
Equilíbrio do Cavalo
Quando admiramos um cavalo em liberdade, correndo, saltando, esbanjando nobreza e elegância, nem sempre imaginamos a relação existente entre os movimentos por ele executados e o equilíbrio necessário para fazê-lo. Decerto cavalos são criados em função do trabalho que produzem, através do movimento. E não será possível realizar trabalho em movimento, se não houver equilíbrio. O mesmo cavalo que podemos imaginar agora, tão elegante em liberdade, poderá ser visto com a mesma desenvoltura montado por um cavaleiro, desde que lhe seja restituído o equilíbrio perdido. E digo perdido porque, no momento que montamos um cavalo, nosso peso nele aplicado promove uma sobrecarga naquele ponto, exigindo consideráveis mudanças de postura do animal. Um cavalo em atitude é aquele que tem restabelecido seu equilíbrio, quando promovidas estas mudanças. Todo corpo tem seu ponto de equilíbrio, variando conforme sua forma e sua massa, e podendo ser alterado de acordo com o movimento. Assim é com uma bola, com um carro, com uma pessoa ou um cavalo. É interessante como fica mais fácil carregarmos um peso que se projeta sobre nosso ponto de equilíbrio que quando o mesmo se encontra fora dele. Uma lavadeira, por exemplo, carrega sobre sua cabeça a trouxa de roupas;, outra pessoa carrega uma lata d’água, e o fazem com plena desenvoltura, sem perder a liberdade de movimentos. Se imaginarmos uma linha vertical que perfure o centro de nossa cabeça e percorra o eixo de nosso corpo, é exatamente nessa linha que se encontra nosso ponto de equilíbrio. Daí a facilidade maior encontrada por uma pessoa, ao carregar o peso por sobre sua cabeça, sobre seu ponto de equilíbrio. E com o cavalo não será diferente, se sobre seu ponto de equilíbrio também for projetado o peso por ele carregado. Se desejamos carregar um corpo em equilíbrio, sem que ele possa pender para qualquer lado, é preciso que saibamos onde se encontra seu ponto de equilíbrio, e sob o mesmo sustentar este corpo. Uma mesa retangular, regular em sua forma e com peso igualmente distribuído por suas partes, terá seu ponto de equilíbrio numa linha vertical que passe exatamente no centro de sua superfície. Comparando então um cavalo à mesa, seriam semelhantes se cortássemos o pescoço e a cabeça do cavalo. Sustentado pelo meio de sua barriga, iria manter-se sem pender para qualquer lado, para frente ou para trás. Mas não podemos deixar este cavalo por muito tempo sem sua cabeça e sem o pescoço, e ao recolocarmos, certamente que penderá para a frente, pelo peso destas partes. Um cavalo terá na verdade seu ponto de equilíbrio passando por uma linha vertical imaginária que atravesse seu corpo bem próximo do final de sua cernelha. E para facilitarmos seus movimentos, devemos, ao montar este cavalo, projetar nosso corpo o mais próximo possível desta linha, e numa postura bem vertical, fazendo coincidir nosso ponto de equilíbrio sobre a mesma linha na qual se encontra o ponto de equilíbrio do cavalo.Por suas formas irregulares, e por ter seu ponto de equilíbrio deslocado para a frente, o cavalo suporta cerca de 60 % de seu peso sobre seus membros anteriores. Comparando os cascos anteriores e posteriores de um cavalo, percebemos nítida diferença em sua forma, mais arredondada nos anteriores exatamente pelo maior peso que suportam. Quando montamos este cavalo, sobrecarregamos com nosso peso o seu trem anterior, rompendo também o seu equilíbrio. Neste momento são necessárias mudanças de postura para que se tenha recobrado o equilíbrio rompido. Quais são, veremos mais tarde. Antes mesmo destas mudanças, sabemos indispensável uma condição básica para um movimento pleno e de qualidade de um cavalo montado: o apoio. O apoio é a pressão exercida pelo cavalo à embocadura, estando as rédeas ajustadas pelo cavaleiro. Dentre outras razões, a sobrecarga no trem anterior exige do cavalo a busca do apoio. O movimento para a frente se dá pelo deslocamento também para a frente do ponto de equilíbrio. Um cavalo que já tem seus anteriores sobrecarregados não poderá se deslocar para frente com confiança e desenvoltura, a menos que encontre um ponto de apoio. Estando apoiado na embocadura o cavalo ganha confiança em projetar seu peso para a frente, partindo ao passo, em marcha, trote ou galope. As mudanças de postura devem se iniciar pela elevação da base do pescoço. Esta região se encontra na ligação do pescoço com o tronco. Inicia-se então uma transformação na disposição da coluna vertebral do cavalo, que passa a se curvar, tornando-se arqueada. A ação do cavaleiro para que o animal assuma esta postura leva também a uma outra mudança, o flexionamento da nuca. Esta alteração será mais eficiente a partir da descontração do maxilar. A curvatura da coluna se acentua, distanciando-se os processos espinhosos uns dos outros, adquirindo assim a coluna a possibilidade de se tornar mais flexível, em favor da comodidade e da continuidade e harmonia dos movimentos. O mesmo arqueamento favorece a descida da garupa, com conseqüente engajamento dos membros posteriores. Desta forma o cavalo se encontra em atitude. A elevação da base do pescoço, acentuando a convexidade da borda dorsal desta região, juntamente com o flexionamento da nuca, tornam o ponto de equilíbrio mais atrasado. A sobrecarga dos anteriores fica assim aliviada. O engajamento dos posteriores aumenta a condição de equilíbrio, como se estes assumissem a responsabilidade de suportar o peso, dividindo-a com os anteriores. Desta forma o cavalo recupera a possibilidade de executar as figuras que executava em liberdade, com total equilíbrio, desenvoltura, elegância e nobreza, e pode fazê-lo agora, sob o peso e o comando do cavaleiro. A mudança mais eficiente terá sido, com certeza, a da postura do pescoço, associada ao flexionamento da nuca. Por sua conformação e posição, o pescoço pode mobilizar sensivelmente o ponto de equilíbrio do cavalo. Quando se estende, se retrai ou move-se lateralmente, o pescoço altera respectivamente paras a frente, para trás ou para o lado o ponto de equilíbrio. Por esta razão é chamado de leme do cavalo. Outra referência importante ligada agora ao movimento, tornando-o mais ou menos equilibrado, refere-se ao diagrama de apoios no andamento. Quando o tempo de apoio sobre os bípedes laterais é muito longo, há necessidade do cavalo deslocar seu ponto de equilíbrio lateralmente, durante o movimento. Permanecendo muito tempo em apoio lateral o cavalo estará vulnerável durante este período, sem nenhum apoio no lado oposto. Além do risco de queda, ocorre com freqüência a desorganização, a quebra do ritmo, pela interrupção repetida do projeto de avanço dos membros – ao invés de avançar, o cavalo precisa usar os membros para apoiar-se, suportando o ponto de equilíbrio deslocado lateralmente. Esta situação esta mais ligada ao movimento natural do cavalo que mesmo por alterações quando do peso do cavaleiro sobre seu tronco. Marcha e passo lateralizados geram estas alterações, sendo portanto desequilibrados. Quando montamos a cavalo, nem sempre percebemos as alterações impostas ao ponto de equilíbrio do animal. Sendo assim, não percebemos também a importância de restabelecer este equilíbrio. E certamente desconhecemos as várias possibilidades de fazê-lo. A equitação com suas técnicas, ainda desacreditada por alguns, nos permite usar o cavalo de forma racional, desenvolvendo suas possibilidades e preservando sua integridade, sua vida útil, além de criar condições seguras para sua utilização.Cavalo, movimento e equilíbrio se misturam: cavalo sem movimento é como pedra; movimento sem equilíbrio, queda; e cavalo sem equilíbrio. . .19 de outubro de 2009
Comportamentos e Vícios de Cavalos Estabulados
" A melhor forma de demonstrar gratidão a Deus, por ter dado à humanidade mais um maravilhoso presente - os cavalos - é tratar esses animais com respeito e afeto, jamais os sobrecarregando ou maltratando." Eurípedes Kühl
Os cavalos são animais que desempenham atividades sócio-econômicas importantes e a nutrição desempenha papel fundamental no sucesso da criação, condicionando programas de alimentação peculiares à sua fisiologia digestiva e objetivo da eqüinocultura. Atualmente, a criação de eqüinos deve passar obrigatoriamente pela qualidade do manejo nutricional, e conseqüentemente o custo de produção torna-se importante para o sucesso das criações. Portanto são necessários estudos que propiciem as indústrias e nutricionistas opções de novos alimentos para compor as rações desta espécie, desta maneira baratear o custo da alimentação.
O conhecimento da fisiologia da digestão dos eqüinos é essencial para práticas nutricionais eficazes e faz – se necessário conhecer não somente como o trato digestivo funciona, mas o quão eficiente o seu funcionamento pode vir a ser, para que tenhamos êxito nas diversas atividades eqüestres, relacionadas com cada estágio fisiológico do animal ou com os objetivos do criador. Um ponto muito importante refere-se à avaliação da ingestão dos diferentes alimentos pelos animais, devido aos aspectos morfofisiológicos do trato gastrintestinal de cada espécie.
Assim, pesquisas de avaliação de alimentos utilizam ensaios de digestibilidade como ferramenta interpretativa, que respaldam a elaboração de estratégias nutricionais para eqüinos. A caracterização dos alimentos também é fundamental para que se tenha êxito na utilização adequada dos mesmos na alimentação dos animais. No processo de caracterização dos alimentos é importante conhecê-los quanto à composição químico - bromatológica, presença de fatores anti - nutricionais ou outras características que possam limitar o uso na alimentação animal.
Além da nutrição adequada um bom manejo diário de instalações asseguram melhores condições de bens estar que por sua vez, auxiliam para um melhor desempenho animal.
Distúrbios emocionais ou psicológicos produzidos pelo confinamento prolongado, em oposição à ocorrência de fenômenos fisiológicos ou orgânicos são freqüentes. Os problemas de comportamento mais comumente encontrados nos eqüinos podem ser divididos em três categorias: vícios, agressividade e distúrbios sexuais, os dois primeiros ocorrendo principalmente em animais estabulados e no terceiro relacionado por causas que estão presentes em animais na sua maioria, independentes no sistema de criação. O espaço para o cavalo foi ficando cada vez menor, obrigando o animal a ficar confinado (às vezes 24 horas por dia) em pequenas baias, o que acarretou modificações em seu comportamento, diante da necessidade de adaptação a um ambiente reduzido. Conseqüentemente duas características da vida do cavalo que vive em um ambiente natural estão ausentes na do cavalo estabulado: a vida em grupo e o tempo de pastejo o que pode afetar no comportamento animal.
É muito importante atentar para temperatura ambiente dentro dos estábulos, estas devem ser dentro das temperaturas aceitáveis de conforto térmico à espécie que devem estar próximo de 25° C, para que os animais não demonstraram comportamento de possível desconforto.
Dentre os comportamentos observados em animais estabulados, destacam-se: posição do animal (em pé ou deitado); localização do animal dentro da baia (frente, centro, fundo); temperamento do animal (quieto, agitado, alerta); tempo depreendido em alimentação e passeio diário assim como desenvolvimento de algum distúrbios de comportamento (morder partes da baia, comer fezes, aerofagia), no qual todos devem receber uma atenção especial.
Para isso um número de refeições diárias, possibilita que os animais desprendem boa parte do tempo alimentando-se, o que provoca um comportamento similar com a frequência circadiana alimentar e ao habito natural de alimentação a espécie e assim garantindo um fluxo de digesta mais constante. Os animais gastam em média uma hora e meia por refeição. Com relação ao comportamento alimentar, ao comparar eqüinos alimentados com concentrado, com eqüinos alimentados com feno, constatou-se que estes passaram mais tempo comendo, acarretando menos tempo ocioso para adquirir distúrbios no comportamento, do que os animais que comeram alimentos concentrados. Se quantidade insuficiente de fibra é oferecida aos animais, os indicadores de saciedade podem não ser ativados, deixando os cavalos com uma alta motivação alimentar além de possibilitar possíveis distúrbios alimentares e comportamentais, quando se aumenta a porcentagem de concentrado na dieta, a incidência de distúrbios orais de comportamento. Alguns pesquisadores acreditam que o tédio é um dos principais fatores desencadeadores de distúrbios comportamentais em animais.
Passeios diários, mesmo que por um período relativamente curto, auxiliam nos movimentos peristálticos (taxa de passagem da digesta), acalmam os animais e evitam o aparecimento de edemas graves nos membros, exceto esporadicamente que em alguns animais com ocorrência de pequenos edemas nos boletos e/ou quartelas que tenderam a desaparecer nos primeiros dias de alojamento.
Dentre os comportamentos mais observados, o comportamento de estar parado em pé localizado no centro da baia e quieto (animal descansando), pode indicar que os animais estavam em relativo conforto, cavalos criados em baias que permitem um contato visual reduzido com o meio exterior tendem a apresentar uma maior porcentagem de comportamentos anormais do que cavalos mantidos em baias que permitem um amplo contato visual com outros animais e seres humanos.
Os distúrbios de comportamentos são causados em grande parte pelo estresse em animais estabulados quando existem problemas de nutrição inadequada ou insuficiente, alterações climáticas, exaustão provocada por exercícios exagerado, presença ou ausência de cama, alojamento pequeno, falta de tranqüilidade e falta de contato social com outros animais ou seres humanos.
Comportamento de agressividade é um dos problemas de comportamento freqüentes nos eqüinos. Sua grande importância se deve aos riscos de causar danos ao homem e a outros animais. 0s cavalos estabulado, não tendo oportunidade de fugir, quando por algum motivo (medo, estresse ou entediado) pode apresentar comportamento de autodefesa tornando-se agressor. Os eqüinos podem sofrer também de claustrofobia natural, pois, devido a espécie ter habito natural por grandes áreas, quando presos em baías podem se tornar agressivos. Alguns animais apresentam comportamentos agressivos somente em algumas situações, durante alimentação, estro (cio), manuseio da cabeça ou membros, na baia ou quando capturados no pasto.
Quando relacionados aos distúrbios de comportamento de ordem alimentar e ingestivos, observamos que os animais apresentaram incidência de mastigação ou morder madeira, o qual pode ser explicado por um possível tempo maior ocioso ou deficiência de material fibroso, uma vez que o aumento de volumoso tendem a eliminar a incidência deste distúrbio. Este tipo de comportamento é altamente indesejável, em animais de estabulados por vários motivos, pois pode se apresentar com relativa freqüência e pela possibilidade de causar prejuízos como irritações intestinais, cólicas, problemas dentários, além dos prejuízos com a manutenção das instalações.
As principais causas deste distúrbio comportamental pode ser o tédio, deficiências de minerais na dieta (fósforo, cloreto de sódio, cobre e microelementos), a limitada quantidade de forragens fornecida, além da densidade dos alimentos, ou seja, alimentos muito macio e tenros que levem pouco tempo para ser ingerido, assim como a utilização de alimento peletizado, que são ingeridos de forma rápida.
Para reduzir o vício de morder madeira, recomendasse ocupar ao máximo o tempo dos cavalos, além de se verificar a composição da dieta, outra forma é soltando os animais em piquetes aumentando a carga de exercícios, porem a quantidade de volumoso fornecido e o número de vezes que se fornece as ração dietas podem ser alternativas viáveis, alguns pesquisadores quando realizam trabalhos de nutrição eqüina, fornecem a quantidade de alimento para atender as exigências dos animais dividido em até quatro refeições diárias.
A coprofagia (ato de comer fezes) é também um vício encontrado nos eqüinos estabulados, a atitude é preocupante quando ocorre em animais adultos, pois pode causar infestações parasitárias, transmissão de doenças e cólicas. Os principais fatores que levam os animais apresentarem este tipo de comportamento pode ser devido a dietas deficientes em proteínas (com menos de 10%) e com pouca quantidade de alimentos volumosos podem também causar a coprofagia, porém deve se ter cuidado e lembrando quer as dietas fornecidas aos animais devem ser balanceadas conforme as exigências nutricionais ao estagio fisiológico, sexo e função do animal. O feno fornecido aos potros a partir do segundo mês de vida, ou no início de uma possível estabulação, quando iniciam a ingestão do mesmo, deve ser de boa qualidade e em quantidade adequada, pois, caso contrário, os animais podem ingerir material da cama da baia, adquirindo o vício da coprofagia.
O fornecimento de alimento de boa qualidade e correta quantidade, principalmente de volumosos não peletizados, divididos em varias porções diárias, pode evitar ou eliminar esta alteração de comportamento, pois os animais passarão a maior parte do tempo se alimentando.
Outro distúrbio comportamental observado em animais estabulados é o ato de engolir ar (aerofagia), quando os animais apresentam este tipo de comportamento, os principais problemas causados são cólicas gasosas, além disto este hábito pode ser freqüentemente copiado por outros eqüinos e, uma vez adquirido o vicio, dificilmente pode ser eliminado.
Assim, devem ser tomados alguns cuidados a fim de evitar possíveis problemas como aparecimento de distúrbios de comportamento. Desta forma recomendasse cuidado principalmente com quantidades de alimentos e tempo entre as alimentações. A possibilidade de aparecimento de tais distúrbios de comportamento deve ser minimizada com uso de boas técnicas e conhecimento do manejo da espécie. Em casos de aparecimento de tais comportamentos e duvidas como eliminar ou minimizá-los recomendasse sempre buscar maiores informações com técnicos especializados.
Nota
Não havendo forma de eliminar eficazmente os vícios de estábulo e sabendo que estes resultam do tédio e ansiedade do confinamento no estábulo, torna-se imprescindível permitir ao cavalo que a sua vida se assemelhe o máximo possível à dos seus parentes selvagens. As condições necessárias para prevenir o desenvolvimento de desvios comportamentais são:Exercício, montadas regulares e treino;
Dieta equilibrada;Cuidados de saúde em dia;Algum tempo no campo de pasto (de preferência com outros cavalos, potros, póneis ou mesmo outros animais, como cabras, burros, ovelhas ou aves).
O conhecimento da fisiologia da digestão dos eqüinos é essencial para práticas nutricionais eficazes e faz – se necessário conhecer não somente como o trato digestivo funciona, mas o quão eficiente o seu funcionamento pode vir a ser, para que tenhamos êxito nas diversas atividades eqüestres, relacionadas com cada estágio fisiológico do animal ou com os objetivos do criador. Um ponto muito importante refere-se à avaliação da ingestão dos diferentes alimentos pelos animais, devido aos aspectos morfofisiológicos do trato gastrintestinal de cada espécie.
Assim, pesquisas de avaliação de alimentos utilizam ensaios de digestibilidade como ferramenta interpretativa, que respaldam a elaboração de estratégias nutricionais para eqüinos. A caracterização dos alimentos também é fundamental para que se tenha êxito na utilização adequada dos mesmos na alimentação dos animais. No processo de caracterização dos alimentos é importante conhecê-los quanto à composição químico - bromatológica, presença de fatores anti - nutricionais ou outras características que possam limitar o uso na alimentação animal.
Além da nutrição adequada um bom manejo diário de instalações asseguram melhores condições de bens estar que por sua vez, auxiliam para um melhor desempenho animal.
Distúrbios emocionais ou psicológicos produzidos pelo confinamento prolongado, em oposição à ocorrência de fenômenos fisiológicos ou orgânicos são freqüentes. Os problemas de comportamento mais comumente encontrados nos eqüinos podem ser divididos em três categorias: vícios, agressividade e distúrbios sexuais, os dois primeiros ocorrendo principalmente em animais estabulados e no terceiro relacionado por causas que estão presentes em animais na sua maioria, independentes no sistema de criação. O espaço para o cavalo foi ficando cada vez menor, obrigando o animal a ficar confinado (às vezes 24 horas por dia) em pequenas baias, o que acarretou modificações em seu comportamento, diante da necessidade de adaptação a um ambiente reduzido. Conseqüentemente duas características da vida do cavalo que vive em um ambiente natural estão ausentes na do cavalo estabulado: a vida em grupo e o tempo de pastejo o que pode afetar no comportamento animal.
É muito importante atentar para temperatura ambiente dentro dos estábulos, estas devem ser dentro das temperaturas aceitáveis de conforto térmico à espécie que devem estar próximo de 25° C, para que os animais não demonstraram comportamento de possível desconforto.
Dentre os comportamentos observados em animais estabulados, destacam-se: posição do animal (em pé ou deitado); localização do animal dentro da baia (frente, centro, fundo); temperamento do animal (quieto, agitado, alerta); tempo depreendido em alimentação e passeio diário assim como desenvolvimento de algum distúrbios de comportamento (morder partes da baia, comer fezes, aerofagia), no qual todos devem receber uma atenção especial.
Para isso um número de refeições diárias, possibilita que os animais desprendem boa parte do tempo alimentando-se, o que provoca um comportamento similar com a frequência circadiana alimentar e ao habito natural de alimentação a espécie e assim garantindo um fluxo de digesta mais constante. Os animais gastam em média uma hora e meia por refeição. Com relação ao comportamento alimentar, ao comparar eqüinos alimentados com concentrado, com eqüinos alimentados com feno, constatou-se que estes passaram mais tempo comendo, acarretando menos tempo ocioso para adquirir distúrbios no comportamento, do que os animais que comeram alimentos concentrados. Se quantidade insuficiente de fibra é oferecida aos animais, os indicadores de saciedade podem não ser ativados, deixando os cavalos com uma alta motivação alimentar além de possibilitar possíveis distúrbios alimentares e comportamentais, quando se aumenta a porcentagem de concentrado na dieta, a incidência de distúrbios orais de comportamento. Alguns pesquisadores acreditam que o tédio é um dos principais fatores desencadeadores de distúrbios comportamentais em animais.
Passeios diários, mesmo que por um período relativamente curto, auxiliam nos movimentos peristálticos (taxa de passagem da digesta), acalmam os animais e evitam o aparecimento de edemas graves nos membros, exceto esporadicamente que em alguns animais com ocorrência de pequenos edemas nos boletos e/ou quartelas que tenderam a desaparecer nos primeiros dias de alojamento.
Dentre os comportamentos mais observados, o comportamento de estar parado em pé localizado no centro da baia e quieto (animal descansando), pode indicar que os animais estavam em relativo conforto, cavalos criados em baias que permitem um contato visual reduzido com o meio exterior tendem a apresentar uma maior porcentagem de comportamentos anormais do que cavalos mantidos em baias que permitem um amplo contato visual com outros animais e seres humanos.
Os distúrbios de comportamentos são causados em grande parte pelo estresse em animais estabulados quando existem problemas de nutrição inadequada ou insuficiente, alterações climáticas, exaustão provocada por exercícios exagerado, presença ou ausência de cama, alojamento pequeno, falta de tranqüilidade e falta de contato social com outros animais ou seres humanos.
Comportamento de agressividade é um dos problemas de comportamento freqüentes nos eqüinos. Sua grande importância se deve aos riscos de causar danos ao homem e a outros animais. 0s cavalos estabulado, não tendo oportunidade de fugir, quando por algum motivo (medo, estresse ou entediado) pode apresentar comportamento de autodefesa tornando-se agressor. Os eqüinos podem sofrer também de claustrofobia natural, pois, devido a espécie ter habito natural por grandes áreas, quando presos em baías podem se tornar agressivos. Alguns animais apresentam comportamentos agressivos somente em algumas situações, durante alimentação, estro (cio), manuseio da cabeça ou membros, na baia ou quando capturados no pasto.
Quando relacionados aos distúrbios de comportamento de ordem alimentar e ingestivos, observamos que os animais apresentaram incidência de mastigação ou morder madeira, o qual pode ser explicado por um possível tempo maior ocioso ou deficiência de material fibroso, uma vez que o aumento de volumoso tendem a eliminar a incidência deste distúrbio. Este tipo de comportamento é altamente indesejável, em animais de estabulados por vários motivos, pois pode se apresentar com relativa freqüência e pela possibilidade de causar prejuízos como irritações intestinais, cólicas, problemas dentários, além dos prejuízos com a manutenção das instalações.
As principais causas deste distúrbio comportamental pode ser o tédio, deficiências de minerais na dieta (fósforo, cloreto de sódio, cobre e microelementos), a limitada quantidade de forragens fornecida, além da densidade dos alimentos, ou seja, alimentos muito macio e tenros que levem pouco tempo para ser ingerido, assim como a utilização de alimento peletizado, que são ingeridos de forma rápida.
Para reduzir o vício de morder madeira, recomendasse ocupar ao máximo o tempo dos cavalos, além de se verificar a composição da dieta, outra forma é soltando os animais em piquetes aumentando a carga de exercícios, porem a quantidade de volumoso fornecido e o número de vezes que se fornece as ração dietas podem ser alternativas viáveis, alguns pesquisadores quando realizam trabalhos de nutrição eqüina, fornecem a quantidade de alimento para atender as exigências dos animais dividido em até quatro refeições diárias.
A coprofagia (ato de comer fezes) é também um vício encontrado nos eqüinos estabulados, a atitude é preocupante quando ocorre em animais adultos, pois pode causar infestações parasitárias, transmissão de doenças e cólicas. Os principais fatores que levam os animais apresentarem este tipo de comportamento pode ser devido a dietas deficientes em proteínas (com menos de 10%) e com pouca quantidade de alimentos volumosos podem também causar a coprofagia, porém deve se ter cuidado e lembrando quer as dietas fornecidas aos animais devem ser balanceadas conforme as exigências nutricionais ao estagio fisiológico, sexo e função do animal. O feno fornecido aos potros a partir do segundo mês de vida, ou no início de uma possível estabulação, quando iniciam a ingestão do mesmo, deve ser de boa qualidade e em quantidade adequada, pois, caso contrário, os animais podem ingerir material da cama da baia, adquirindo o vício da coprofagia.
O fornecimento de alimento de boa qualidade e correta quantidade, principalmente de volumosos não peletizados, divididos em varias porções diárias, pode evitar ou eliminar esta alteração de comportamento, pois os animais passarão a maior parte do tempo se alimentando.
Outro distúrbio comportamental observado em animais estabulados é o ato de engolir ar (aerofagia), quando os animais apresentam este tipo de comportamento, os principais problemas causados são cólicas gasosas, além disto este hábito pode ser freqüentemente copiado por outros eqüinos e, uma vez adquirido o vicio, dificilmente pode ser eliminado.
Assim, devem ser tomados alguns cuidados a fim de evitar possíveis problemas como aparecimento de distúrbios de comportamento. Desta forma recomendasse cuidado principalmente com quantidades de alimentos e tempo entre as alimentações. A possibilidade de aparecimento de tais distúrbios de comportamento deve ser minimizada com uso de boas técnicas e conhecimento do manejo da espécie. Em casos de aparecimento de tais comportamentos e duvidas como eliminar ou minimizá-los recomendasse sempre buscar maiores informações com técnicos especializados.
Nota
Não havendo forma de eliminar eficazmente os vícios de estábulo e sabendo que estes resultam do tédio e ansiedade do confinamento no estábulo, torna-se imprescindível permitir ao cavalo que a sua vida se assemelhe o máximo possível à dos seus parentes selvagens. As condições necessárias para prevenir o desenvolvimento de desvios comportamentais são:Exercício, montadas regulares e treino;
Dieta equilibrada;Cuidados de saúde em dia;Algum tempo no campo de pasto (de preferência com outros cavalos, potros, póneis ou mesmo outros animais, como cabras, burros, ovelhas ou aves).
(Equitação Especial)
17 de outubro de 2009
A Saúde Mental do Cavalo de Equoterapia
Obrigados a permanente estabulação nos centros de equoterapia mal projetados, o aborrecimento provocado pela ociosidade é péssimo companheiro e acaba provocando danos ao comportamento psíquico do animal. No momento atual a equoterapia sofre um processo de ajustes à nova realidade econômica, e os novos "homens de cavalo" preferem construir centros ou adequar antigos haras à nova realidade, diminuindo seus plantéis através de criteriosa seleção, introduzindo programas nutricionais condizentes . Essas mudanças aproximam muito mais o homem do cavalo e, se não forem obedecidas técnicas adequadas, o aumento do artificialismo pode provocar graves prejuízos à saúde mental do cavalo. As mudanças psicológicas que podem acometer os cavalos confinados ocorrem principalmente com o aparecimento dos vícios. Por isso, a avaliação da saúde mental deve ser feita diariamente pelo responsável mais direto, observando a freqüência e a intensidade com que os vícios ocorrem. Os principais vícios que podem ocorrer com os estabulados e que são sintomas de distúrbios comportamentais são a aerofagia (engolir ar), coprofagia (comer fezes), morder as paredes divisórias ou cochos, irritabilidade excessiva, birra de urso (movimento pendular do pescoço e da cabeça), má vontade de trabalhar e, eventualmente, maior agressividade.Alimentação
Entre todos os fatores que predispõem os estabulados a apresentarem os vícios, depois da ociosidade, a alimentação tem talvez a maior importância. Indevidamente alimentados com certeza terão distúrbios comportamentais. Quando estabulados, os animais podem estar em diferentes níveis de treinamento e, portanto, de exigências nutricionais diversas. Os poucos trabalhados (2 ou 3 vezes por semana) devem receber mais alimentos volumosos, de preferência os fenos, do que alimentos concentrados (rações comerciais industrializadas). Calcula-se que nessas condições os cavalos deverão receber cerca de 1,5 % do seu peso em feno e no máximo 0,8 % de rações por dia, ou seja: um cavalo de 500 kgs deveria receber de 7,5 a 8 kgs de fenos e, no máximo, 4 kgs de ração por dia. É preferível mantê-los com mais cobertura de costelas do que muito enxutos, pois esta condição física induz ao temperamento nervoso. O inverso ocorre quando o cavalo trabalha diariamente, quando deverão receber cotas maiores de concentrados e menores de volumosos e precisam estar mais enxutos do que obesos. Muita comida para os que trabalham pouco, ou pouca para os que trabalham muito, são condições que predispõem ao desconforto, à obesidade e à ocorrência de distúrbios intestinais. Outra característica importante em relação à alimentação diz respeito aos níveis de nutrientes que os estabulados devem receber. Os em intenso ritmo de trabalho gastam mais energia e eletrólitos do que seus vizinhos que se exercitam menos. O gasto energético durante os exercícios varia enormemente. Um cavalo trabalhando em galope curto gasta 10,00 Kcal/Kg de peso hora, enquanto que em galope alongado este índice aumenta para 40,10 Kcal/Kg. As exigências protéicas variam muito pouco e, por essa razão, as rações comercias para a performance não precisam ter mais do que 12 ou 13% de proteína. Outra sensível diferença é a perda de eletrólitos pelo suor. A variação pode ser muito expressiva, de acordo com a intensidade do trabalho realizado por cada animal. Se não forem suplementados satisfatoriamente em suas necessidades de reposição de elementos como cálcio, fósforo, sódio, potássio, cloro, manganês, ferro, zinco e cobre, a falta destes elementos induz a um grande desconforto e, conseqüentemente, ao aparecimento de vícios, principalmente a coprofagia e a geofagia (comer terra). Quando em liberdade, o cavalo gasta de 13 a 15 horas por dia se alimentando, sempre em pequenas porções. Quando estabulado, o tempo que emprega comendo é, no máximo, de 6 horas. Essa diferença demonstra a influência da estabulação sobre o tempo livre que o cavalo deverá preencher com alguma outra atividade. Calcula-se que para o cavalo consumir 1 Kg de feno gasta 30 minutos. Quando o feno for umedecido, gasta 20 minutos. Para comer 1 Kg de aveia ou milho quebrado, gasta apenas 5 minutos. Com essas informações é preciso criar um programa nutricional de forma a se aproximar ao máximo da condição de vida livre com plena liberdade. Hoje estuda-se a introdução de comedouros automáticos com "timer" ajustado para fornecer de 6 a 12 refeições por dia; fenos enriquecidos para atender os estabulados que trabalham pouco, dispensando assim os concentrados; o oferecimento "`a vontade" de volumosos de baixo valor nutritivo a fim de atender à condição intestinal e mastigação mais freqüente, sempre com o objetivo de preencher as horas livres e diminuir a angústia e o aparecimento de vícios.
Atividades
Os novos programas de distração física para preencher o tempo livre e não torná-lo ocioso têm enfatizado que, além das atividades já conhecidas como o trabalho montado, o trabalho na guia, redondel livre, trabalho puxado, piquetes de recreação e relaxamento, deve-se incrementar o contato mais intenso e demorado do equitador e da equipe com o animal, repetindo a higiene diária das baias e a escovação dos pelos (massoterapia) 2 a 3 vezes por dia.
Homem
O comportamento de todos os homens envolvidos com o dia-a-dia dos animais estabulados tem grande influência sobre o comportamento psicológico e seu conseqüente bem estar. Assume maior importância aquele que passa mais horas em contato com o animal, porque além de fornecer os alimentos, realiza a higiene diária e, dependendo de sua devoção ao trabalho, sua companhia torna mais suportável a solidão que acomete tantos cavalos confinados. A agressividade e o medo dos animais é diretamente proporcional à falta de carinho, rispidez, grosseria, voz alta e movimentos bruscos e violentos que o tratador, por ignorância, falta de preparo ou mesmo incompetência, demonstra. A preparação dessa importante mão-de-obra precisa ser contínua, profissional e todos os envolvidos devem ter consciência da relevância e importância de seu trabalho para o bem estar e desenvolvimento dos animais. Na escolha desses profissionais é preciso que transpareça, a todo momento, que ele goste realmente de cavalos. Essa é a única característica que não se aprende na escola. Em termos gerais, a angústia mental do cavalo estabulado decorre dos seguintes fatores: Falta de espaço, excesso de calor e pouca ventilação, cama suja e úmida, mudança na alimentação, incompatibilidade com vizinhos, ataque de insetos, desconforto da dor, vizinhos que apresentam vícios, stress de treinamento e falta de carinho do homem.Qualquer destes fatores e, logicamente, a combinação de quaisquer deles deve, radicalmente, ser evitada para que os cavalos possam se sentir bem e, conseqüentemente, retribuir abundantemente cada cuidado recebido daqueles que deles zelam carinhosamente.
(Equitação Especial)
28 de setembro de 2009
A Limpeza da Baia do Cavalo de Equoterapia
Grande parte da saúde e bem-estar dos animais está relacionado com o ambiente em que eles vivem, e não é preciso ser um profundo conhecedor de cavalos para imaginar o tempo que eles passam estabulados. Por esta razão as baias devem ser locais arejados, limpos e confortáveis. Pela manhã, devemos retirar as fezes feitas durante a noite e também, o excesso de serragem molhada pela urina. Deixe exposta a parte molhada durante uma hora e pouco, para que seque o chão, evitando colocar serragem seca sobre o chão ainda molhado. Após a remoção da serragem úmida e das fezes, revolva a cama, afofando-a para que fique ventilada, confortável e ventilada.
Manuntenção da cama
É recomendável examinar a cama do seu animal duas vezes ao dia, preferencialmente de manhã e a tarde. Use o garfo para retirar o esterco e todas as partes da cama molhada pela urina. Coloque tudo em carriola, que posteriormente será levada para uma esterqueira onde devem ser jogados estes restos. A esterqueira deve ser localizada longe das baias para não atrair moscas e evitar a transmissão de doenças. Isto também evita que o odor se propague e deixe as cocheiras com um aspecto ruim tannto para você quanto para o animal, considerando que o cheiro da urina misturada com a serragem é ácido e desagradável.Quando alguma parte da cama dor retirada, esta deve ser reposta com o mesmo material para evitar desníveis que comprometam sua qualidade. Por exemplo: quando a serragem fica umidecida pela urina e esta for retirada, complete com a mesma quantidade e deixe tudo nivelado usando o próprio garfo.
Limpeza do teto
Apesar das controvércias a respeito das teias de aranha, que são úteis para prender os insetos, estas não apresentam um aspecto higiênico, por isso é sempre bom retirá-las. Você pode utilizar um lança-chamas para eliminar por completo todas teias, aranhas e outros insetos, porém cuidado: você deve contar com ajuda de pessoas experientes para evitar acidentes. Após este processo, utilize uma vassoura comprida para retirar o que sobrou, mantendo o teto da baia claro e livre de pó e sujeira.
Cuidado com cochos e bebedouros
Devem ser lavados diariamente utilizando água corrente. Os cochos de ração devem ser limpos com uma escova a cada refeição, evitando que os resíduos da comida apodrecam e possam ser possivelmente injeridos pelo cavalo. Os bebedouros de cimento acumulam mais sujeira dos que os de ferro, sendo estes mais fáceis de limpar.
Dicas para manter a higiene
Mantenhas as portas sempre limpas e as fechaduras lubrificadas.Retire os restos de ração do cocho sempreAplique antiséptico para esterializar a baia de seu cavalo a cada 20 dias, evitando a ploriferação de fungos e bactérias e logo a transmissão de doenças. Nunca faça isto sem antes consultar um especialista, pois estes produtos podem ser altamente tóxicos.Outra alternativa para esterializar a baia do seu cavalo é utilizando cal, quando o chão for de terra. Para isto, retire toda a cama da baia, aplique o lança-chamas e por último cubra com cal.
Restrições à camas
Areia - A cama de areia é considerada fria, o que pode ser um fator limitante dependendo da região onde se encontra.
Feno - A cama de feno não é a mais indicada, pois pode alterar a alimentação do animal a partir do momento em que o mesmo passa a come-lo. O feno utilizado nas camas geralmente são de baixa qualidade, com maior teor de mofo e fungo, o que pode prejudicar o animal caso ele tenha vontade de come-la.
Serragem - Prefira a serragem de madeira como Pinus, pois não mancham nem prejudicam o pêlo do seu animal, o que não ocorre com as de eucalipitos e outros tipos.
Palha de arroz - Pode ser utilizada somente com a adição de creolina na superfície, para evitar que o animal tente ingerí-la, já que não faz bem. Esta cama também apresenta grande concentração de pó, o que pode irritar o cavalo.
Bagaço de cana - Também pode ser utlizada somente com a adição de creolina, impedindo que o animal coma a cama.
A Importância das Massagens e das Extensôes

As massagens consistem na utilização das mãos, dedos e até do cotovelo para manipular os tecidos musculares. Antes do início de qualquer tratamento de massagens, é importante trabalhar em colaboração com o cavaleiro e com o Médico Veterinário para discutir a historial do cavalo a fim de evitar o aparecimento de lesões musculares. Através da massagem procuramos melhorar a flexibilidade muscular, para que o cavalo tenha uns andamentos mais soltos. Para que isto se torne possível é importante ter conhecimentos aprofundados sobre:
A anatomia do cavalo
Os grupos musculares mais importantes para cada disciplina
As várias técnicas à disposição do terapeuta.
A anatomia do cavalo
Os grupos musculares mais importantes para cada disciplina
As várias técnicas à disposição do terapeuta.
Os efeitos
1. Alívio da dor : a massagem profunda estimula a libertação de endorfinas existentes no cérebro, contribuindo para uma diminuição da dor.
2. Relaxamento: dependendo do tipo de pressão utilizada, a massagem profunda tem acções diferentes sobre o sistema nervoso.
3. Melhoria da circulação sanguínea : os efeitos positivos incluem:
Melhoria da oxigenação dos tecidos
Eliminação de toxinas.
4. Manutenção da Mobilidade dos Tecidos Moles: quando existe a perca de mobilidade, o esforço exercido sobre os tecidos circundantes aumenta a possibilidade de lesões.Existem no mercado máquinas que providenciam vibração em baixa frequência, tais como rolos e vibradores. Mas, apesar destas pouparem trabalho ao profissional, podendo ser uma grande ajuda para a terapia em geral, o contacto manual aumenta a sensibilidade do terapeuta para o estado físico em que se encontra o cavalo, permitindo assim um diagnóstico mais preciso.
2. Relaxamento: dependendo do tipo de pressão utilizada, a massagem profunda tem acções diferentes sobre o sistema nervoso.
3. Melhoria da circulação sanguínea : os efeitos positivos incluem:
Melhoria da oxigenação dos tecidos
Eliminação de toxinas.
4. Manutenção da Mobilidade dos Tecidos Moles: quando existe a perca de mobilidade, o esforço exercido sobre os tecidos circundantes aumenta a possibilidade de lesões.Existem no mercado máquinas que providenciam vibração em baixa frequência, tais como rolos e vibradores. Mas, apesar destas pouparem trabalho ao profissional, podendo ser uma grande ajuda para a terapia em geral, o contacto manual aumenta a sensibilidade do terapeuta para o estado físico em que se encontra o cavalo, permitindo assim um diagnóstico mais preciso.
As extensões
Antes de abordar o problema das extensões, é muito importante conhecer as regras da sua aplicação :
Todos os movimentos de extensão têm que ser lentos e fluídos.
Quando se pede extensão ou flexão total dum membro devemos sempre utilizar uma tracção contínua. A retenção ou o alongamento bruscos podem provocar lesões.
No fim duma extensão coloque suavemente o membro na sua posição original.
Ao levantar o membro do cavalo, o terapeuta tem que utilizar todo o seu corpo, flectindo os joelhos.
No início de qualquer rotina de extensão é necessária ter em mente que esta actividade é segura, trazendo benefícios tanto para si como para o cavalo.
Os objetivos a atingir com as extensões :
Melhorar a circulação de energia no cavalo
Relaxar e tonificar os músculos, tendões e ligamentos
Aumentar a sua flexibilidade, melhorando a sua actuação e prevenindo lesões.
A elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos permite movimentos mais rápidos e controlados, ajudando a evitar roturas. Os exercícios de extensão dos tecidos moles, que estendem os músculos e os seus tecidos em toda a sua amplitude, podem melhorar muito a mobilidade articular.
As extensões de áreas específicas
Exercícios de Extensão do Pescoço
Rode lentamente a cabeça do cavalo, nunca permitindo que o cavalo vire de repente.
Os músculos em extensão incluem o rombóide, o esplénio, o trapézio e o serrado ventral.
Rode lentamente a cabeça do cavalo, nunca permitindo que o cavalo vire de repente.
Os músculos em extensão incluem o rombóide, o esplénio, o trapézio e o serrado ventral.
Exercícios de Extensão da Espádua, Peito, Antebraço e Boleto :
Faça o membro descrever a sua acção em qualquer direcção que lhe seja natural. Faça também a flexão do boleto, movendo-o lateralmente e da frente para trás.
Faça o membro descrever a sua acção em qualquer direcção que lhe seja natural. Faça também a flexão do boleto, movendo-o lateralmente e da frente para trás.
Exercícios de Extensão da Coluna :
Apesar da zona torácica da coluna ter um campo de acção muito reduzido, o cavalo deve ser capaz de a flectir e estender em pelo menos 10º.
Faça com que o cavalo mova a coluna lateralmente, colocando uma mão a meio da coluna e agarrando a cauda com a outra.
Apesar da zona torácica da coluna ter um campo de acção muito reduzido, o cavalo deve ser capaz de a flectir e estender em pelo menos 10º.
Faça com que o cavalo mova a coluna lateralmente, colocando uma mão a meio da coluna e agarrando a cauda com a outra.
Exercícios de Extensão para a região dos Rins, Anca e Garupa :
Para conseguir que o cavalo rode a anca, pressione com as unhas ao longo do músculo glúteo da garupa. O cavalo rodará as ancas, fazendo a extensão da parte posterior do dorso.
Puxar a cauda também provoca a rotação da bacia pélvica fazendo a extensão da parte superior da anca.
Para conseguir que o cavalo rode a anca, pressione com as unhas ao longo do músculo glúteo da garupa. O cavalo rodará as ancas, fazendo a extensão da parte posterior do dorso.
Puxar a cauda também provoca a rotação da bacia pélvica fazendo a extensão da parte superior da anca.
Limpeza do Cavalo de Equoterapia
Todos os cavalos necessitam de uma limpeza frequente, quer estejam no estábulo ou no campo, para que permaneçam saudáveis. Isso implica cuidar da pele, pêlo e pés do animal. As vantagens de uma higiene cuidada são muitas , tais como eliminação da sujeira ,funciona como uma massagem ao cavalo, ajuda a tonificar os músculos do animal ,ativa a circulação , acalma e tranquiliza o animal e aprofunda a relação de confiança entre o tratador e cavalo .A limpeza deve ser feita antes do início das terapias . Embora seja suficiente “sacudir o pó” antes do exercício, deve tentar aprofundar a limpeza do cavalo sempre que puder. Uma limpeza a fundo pode demorar cerca de uma hora, mas o cavalo irá agradecer-lhe o tempo dispensado. Para dar uma maior sensação de segurança, a limpeza deve ser feita em locais bem iluminados.
Pelagem
A limpeza do corpo do cavalo deve começar com uma almofaça, uma escova muito útil para remover lama e marcas de suor. Esta escova ativa a circulação sanguínea e liberta a tensão dos músculos. As almofaças de borracha são a melhor opção. As de metal podem magoar o cavalo e as de plástico podem desenvolver bicos devido à fricção.Em cavalos mais sujos ou mantidos no campo pode utilizar a brussa em conjunto com a almofaça. A escovação deve ser feita em círculos, podendo ser vigorosa em cavalos não desbastados. A zona com ossos salientes é particularmente sensível, por isso, as passagens com a escova devem ser mais leves. Comece no topo do pescoço e com movimentos circulares contra-relógio, desça até à cernelha e escove o dorso e a garupa. Ajuste a pressão de acordo com as reações do cavalo. Se o animal baixar as orelhas e se mostrar agitado é porque não está a gostar. Utilize uma cardoa para escovar o pêlo, a crina e a cauda.
Deve começar pela crina, depois escovar o resto do corpo e por fim a cauda. Para escovar a crina e a cauda, comece no topo e penteie madeixa a madeixa. Avance apenas alguns centímetros de cada vez. Há quem defenda que a cauda não deve ser escovada, mas sim penteada utilizando os dedos, para não estragar o pêlo e manter o aspecto natural. Independentemente da sua opção de pentear com as mãos ou com a escova, não se deve colocar diretamente atrás do cavalo em qualquer das situações. Opte por ficar ao lado do animal e puxar para si a cauda. Para facilitar a escovação, pode aplicar produtos desembaraçantes que tornam o pêlo mais maneável e brilhante, protegendo também do sol.
O corpo deve ser escovado com movimentos circulares e depois deve ser feita uma passagem final no sentido do crescimento do pêlo. Enquanto escova, inspecione o cavalo. Procure lesões, altos ou qualquer anomalia. A zona da barriga é uma das áreas mais sensíveis. Tenha cuidado e avance lentamente. Com uma escova mais suave, ou um pano de algodão, faça uma última passagem para conferir brilho e remover os últimos vestígios de sujidade. Depois de ter limpo todo o corpo avance para a cauda. Tenha uma esponja aparte para limpar o couto da cauda. Esta esponja deve estar húmida e não deve ser utilizada noutras regiões do corpo.Aplique repelente e protetor solar, se as condições atmosféricas o justificarem. Se vai montar o cavalo, evite colocar estes produtos na zona da sela, para que a zona não fique escorregadia.
Focinho
Com a cardoa ou uma escova de fios macios, escove o focinho do cavalo, retire a sujidade das bordas das orelhas e no resto do focinho em geral. Proteja os olhos do cavalo do pó que se solta. Passe uma esponja húmida junto dos olhos e narinas.
Patas
Deslize a mão pela pata do cavalo, aperte ligeiramente a zona do tendão na parte inferior da perna e levante a pata. Com o ferro de cascos limpe os quatro cascos do cavalo, retirando a sujidade alojada na sola e junto à ferradura. Verifique se o casco tem um aspecto saudável e se não há sinais de infecção ou rachas.Aplique um óleo nos cascos do cavalo para proteger e hidratar a zona, mas faça-o apenas sob a orientação do veterinário.
Massagem
A última parte da limpeza serve para proporcionar relaxamento ao cavalo. Passe pelo corpo do animal uma luva própria, geralmente feita de crina ou couro.
Precauções especiais
Frio
No Inverno, não destape completamente o cavalo para o limpar. Opte por dobrar o cobrejão, expondo apenas as partes que está a limpar no momento.
Posicionamento
Nunca se posicione atrás do cavalo, pois este pode-se assustar e dar coices.
Banho
O banho ideal dura em média de 15 a 20 minutos. Antes de começar o banho, verifique a transpiração e a respiração do animal. Estes dois fatores devem estar normais, caso contrário, o contato da água fria com o corpo do cavalo, pode causar um choque térmico.Comece sempre de baixo para cima. Molhe bem as patas, passe para as pernas, e depois, bem devagar, molhe a barriga em toda sua extensão. Agora é a vez das partes sexuais.
Suba o esguicho para a garupa e siga vagarosamente em direção à cernelha.Depois de molhar o pescoço, passe para a cabeça. É indispensável limpar o focinho, o chanfro e a ganacha muito suavemente. Se o cavalo não permitir que você use a escova, tente uma esponja ou use simplesmente as mãos.
Para lavar a cabeça do animal, diminua a pressão da água. Deixe a água escorrer entre as orelhas. Se o animal estiver assustado, deixe ele olhar a ducha por algum tempo.As orelhas não podem ser lavadas internamente, por isso tome cuidado com o esguicho. Use um chumaço de algodão e um pouquinho de óleo para remover a cera. Não jogue água nas narinas. Use uma esponja macia ou simplesmente a mão.
Lavar com água e xampu pode por vezes ser necessário. Apesar de ser só aconselhado no Verão, os cavalos de competição costumam ser submetidos a banhos mais regularmente. Quando escolhe lavar a pelagem ou até mesmo o corpo do cavalo, deve escolher um sítio com chão em cimento ou pelo menos que não se torne lama, quando a água começar a cair.
Prepara-se para ficar bastante molhado, por isso não use a roupa que usaria apenas para escovar o animal. Coloque umas luvas de borracha para proteger as mãos.
A crina e a cauda do cavalo podem ter de ser lavadas quando a pelagem estiver gordurosa e o tempo estiver quente. Existem diversos produtos específicos para cavalos, incluindo xampus com repelentes de insectos. Para lavar a crina, passe com uma esponja molhada em água morna sobre o pêlo. Aplique o champô com cuidado, para que não molhe os olhos ou as orelhas. Comece a trabalhar no topo da crina e vá descendo. Aplique também amaciador próprio, se pretender obter um melhor resultado. Por fim, retire o excesso com água morna. Seque a crina com uma toalha e limpe também as zonas que foram molhadas, como as espáduas.
Para lavar a cauda utilize também um champô específico e humedeça a cauda com água morna. Se desejar, aplique amaciador. Depois, escove os pêlos com uma cardoa. Sacuda a cauda para retirar o excesso de água e enxugue com uma toalha. Para obter melhores resultados pode ligar a cauda com uma ligadura seca.
Só deve ser dado banho ao cavalo como último recurso. A pele demora dias a repor os óleos que a protegem, fazendo com o cavalo esteja mais vulnerável ao frio e chuva. Contudo, se achar necessário limpar o cavalo com água, pode-lhe dar banho se os dias estiverem quentes. A lavagem do cavalo deve ser feita no pico do sol, quando este estiver mais forte e longe de correntes de ar. Molhe o animal com uma esponja úmida e aplique o xampu. Comece por baixo, primeiro os pés e por último o dorso. Depois, passe água abundantemente começando no topo e terminando nas patas. Retire o excesso com uma escova apropriada. Por fim, seque com uma toalha. Pode optar por fazer o cavalo andar para secar a pelagem. Desta forma vai diminuir as hipóteses de o cavalo se rebolar na terra para secar o pêlo.
(Equitação Espcial)
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